quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Inspiração (?)


Trilha sonora: What if - Coldplay
Quem tiver oportunidade veja: Tradução


A falta de inspiração bate à minha porta, e por que não aproveitá-la?
Talvez eu possa refletir o motivo dessa falta de idéias, eu preciso de acontecimentos e sensações.
Exato!
Talvez essa seja a resposta, preciso enxergar as cores que a cada dia se desbotam diante meus olhos, mas o problema não é com elas. O problema está nos meus olhos, que estão como janelas sujas que não me permitem ver com clareza qualquer que seja a direção que eu olhe.
O problema pode não estar somente nos olhos, pode estar na interpretação do cérebro -engraçado como esse órgão não é poético, apesar de toda a poesia vir dele- ou nos ouvidos que não escutam as notas como poderiam, talvez seja com o tato que não sente com a intensidade que eu gostaria, e eu que só queria sentir o mundo... Mas pode também ser pelo paladar que não diferencia os sabores.
Não, o problema não é nos meus sentidos.

"Em geral, mudamos por uma das duas razões: inspiração ou desespero" Jim Rohn

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Quebrável


O que te leva a pensar que é melhor do que eles?
Ou de que é melhor do que todos?
Você pensa que pode mandar, mas receio dizer que não.
Você apenas pensa que pode, que o mundo está aos seus pés e que você é o dono da verdade. Mas deixe eu te contar um segredo: Você não é, mas se servir de consolo posso dizer que ninguém é.
Seu dinheiro pode até fazer você se acreditar acima, mas ele não diz respeito ao seu caráter, à sua honestidade. Isso não diz o que há aí dentro, pois você sofre.
Não adianta se esconder na máscara de concreto, mas você é de vidro pois apenas uma queda mais forte é capaz de te deixar em pedaços. Preste atenção, o caminho não é por aí.
Se esconder só vai te tornar mais quebrável.

“Todas as coisas já foram ditas, mas como ninguém escuta é preciso sempre recomeçar” André Gide

sábado, 23 de outubro de 2010

E eu só queria ver as estrelas.


Depois de um dia de chuva, os vagalumes voam pela noite, próximos da luz, como se precisassem disso.
O que por algum motivo inexplicável
, me fez lembrar de você. Não na sua atual forma, mas naquela dos anos que se passaram, aqueles anos em que tudo se resumia às estrelas e nas canções. Mesmo num dia de chuva, tudo ainda remetia às canções, mesmo que as estrelas se tornassem invisíveis, sabíamos que elas estavam lá, esperando para se mostrarem, esperando as nuvens as deixarem à vista.
Talvez tenha sido isso o que aconteceu a você, talvez as nuvens saíram da sua frente, deixaram de te esconder. Ou, elas agora estão na sua frente, escondendo sua verdadeira face, aquela que se importava com as estrelas.
Receio que não goste do que eu diga, pelo fato de eu não te "entender". Mas é como se houvesse duas pessoas, coexistindo no mesmo corpo, não é nada do tipo duas caras, pois essas personalidades emergiram em tempos diferentes, mas eu tenho quase certeza de que coexistem aí dentro de você (talvez o Einstein tenha a pista, já que uma questão de tempo e espaço... Deixa pra lá.). E já que você sabe qual delas é minha preferida, não vou entrar na parte das mudanças, pois já falamos nisso.
Sei que posso parecer egoísta, juro que não é minha intenção, eu sei que você pensa que eu não te compreendo, talvez não do modo que você pensa ou deseja, mas eu entendo. Posso parecer covarde escrevendo ao invés de falar, mas essa é minha melhor forma de me expressar e você provavelmente sabe disso.
Só queria ver as estrelas de novo.

Obs.: Espero que a sinceridade seja o caminho ideal.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Dia das crianças


Hoje é véspera do dia das crianças e não posso deixar de notar, o quanto elas estão sendo bombardeadas por anúncios de brinquedos e presentes em geral. Caramba! Como se elas precisassem disso para serem felizes (minha irmã estava esgoelando agora pouco querendo presente).

Eu por exemplo, não ganhava muitos presentes e quando ganhava, costumava ser alguma coisa mais simples e barata. E quem disse que isso foi ruim? Eu me considero uma privilegiada, posso não ter ganhado presentes caros, mas não troco minha infância por nada nesse mundo!
Eu podia brincar na rua sem medo e também podia assistir TV a hora que eu quisesse, não precisava ficar trancada em casa o dia todo com brinquedos que brincam sozinhos.

Eu tenho pena da criançada de hoje em dia, a idéia do consumo é cada vez mais forçada pra dentro da cabeça delas, na verdade não só na delas, na cabeça de todos nós, mas elas não tem opinião formada e acabam sendo mais atingidas.
Eu ainda acho muito mais interessantes brinquedos que não falam, não correm, não comem. Onde está a criatividade de brincar assim?

Viva a imaginação!

"Ser criança é bom demais, se despreocupar com tudo que se faz!" Rubinho do Vale.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A chuva.



Olho atenta a cada pessoa que anda pela rua, de olhos baixos e protegidas por seus guarda-chuvas. Elas estariam pensando em quê? Sua maior preocupação seriam aqueles pingos de chuva? Imagino que não.
Talvez pensem em dinheiro, nos familiares, nos afazeres do dia e até mesmo em amizades estremecidas ou amores perdidos. Não posso afirmar nada, só sei que os pingos continuam a cair como se o fizessem em câmera lenta e o vento continua a soprar como se conseguisse entender a razão da minha dúvida, talvez ele saiba a resposta e apenas não consegue sussurrá-la ao meu ouvido. As crianças andam sorridentes, pois nada consegue tirar-lhes o sorriso ao contrário de suas mães, que correm preocupadas atrás delas aos gritos formando uma cena cômica, mesmo que não fosse essa a intenção.
Ainda há aquelas pessoas que não estão ao alcance dos meus olhos, aquelas que se deliciam sob a chuva, aquelas que dormem ou assistem TV embaixo de muitos cobertores, aquelas que sofrem, as que reclamam, as que querem estar em outro lugar ou as que como eu observam... Observam as outras pessoas, os respingos na janela e as luzes dos relâmpagos atrás das montanhas.
O chão ainda sim está molhado e recebendo o impacto daquelas gotas e as pessoas ainda estão esperando pelo Sol, afinal, não sabem como pode ser bom um dia de chuva.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Brevemente perdidos



Sempre existem aqueles momentos estranhos em que o ar parece ser composto por outras substâncias. Quando parece ser mais respirável, não sei explicar muito bem.

Quando uma música que você já ouviu milhões de vezes de repente é capaz de te fazer chorar,

quando uma coisa que você nunca colocou fé se mostra uma coisa indispensável para você,

quando a serenidade toma conta do seu corpo e te faz sentir mais leve.

São esses momentos de falta de realidade, ou realidade aumentada (não sei dizer ao certo) que te fazem navegar em mares de possibilidades. E são nessas horas que os sonhos se apresentam de uma forma diferente da que estamos acostumados, afinal, eles parecem mais próximos, é como se pudéssemos tocá-los enquanto nossos pés não tocam o chão.
Brevemente perdidos em nós mesmos, flashes de cenas que já passaram, cenas imaginadas para o futuro. Coisas inexplicáveis, só nossas.

Em meio à multidão você se sente um ser extra terrestre vendo beleza em tudo, e principalmente nas pessoas.

Elas sentadas e conversando, elas choram e elas rezam. Tudo é tão repleto de significado, enquanto isso o desprezamos, parte fundamental: o significado. Todo momento é tão precioso, é um dia tão perfeito...

As lágrimas, nesse meio tempo, brotaram algumas vezes e estancaram-se. Elas não são de tristeza mas também são são propriamente de alegria, são apenas lágrimas. Sinceras e silenciosas lágrimas.
"A decisão era deixar o mundo melhor do que ela o havia encontrado." Virginia Woolf

domingo, 5 de setembro de 2010

As folhas.


Nos olhos tristes que fitam a estrada, me reconheço. Nas notas melancólicas me enquadro e ouço o som das folhas secas no chão em que piso que por algum motivo estão ali, esquecidas e ignoradas.

Nos conflitos que as folhas não podem ver ou sentir, eu me apresento, ostentando a bandeira da incerteza. Os pés que não tocam o chão, tudo por causa cabeça que está mais longe do que se possa imaginar.

Os mesmos olhos que carregam o semblante triste, tentam enxergar além da espessa neblina onde, além dela talvez a solidão acabe e o frio passe. Por isso eu rezo, o que haverá atrás do véu do passado e além da neblina que vejo agora? As folhas secas ainda existirão? Ou já estarão no alto das árvores, voltadas unicamente para a luz? Tal luz que não vejo, mas sinto bem profundamente em mim, em você e em todos nós.

Nós sempre queremos mais, as folhas não entendem, apenas seguem sua existência no ciclo de nascer, crescer e morrer. Por que se complicariam, por que iriam querer ser como nós?

Assim como nós: confusos, impacientes, mas também sentimentalistas, amantes e sonhadores.

Talvez sejam, ou não.
Talvez queiram, não sei.
Não cabe a mim saber, mas sim pensar. Eternamente pensar...

Autora: Tahiane C. Libório

“Tu eras também uma pequena folha que tremia no meu peito. O vento da vida pôs-te ali..." (Pablo Neruda)

domingo, 22 de agosto de 2010

Liberdade e aparências.


Liberdade, um dos temas favoritos da literatura blogueira... Não vai ser o primeiro post com esse nome no meu blog ou em qualquer outro. É só que eu estava pensando sobre isso ontem e hoje.


Enquanto saí na rua movimentada, vestida de uma blusa de moletom preta que ia quase até meu joelho acompanhada de uma calça vermelha também de moletom e chinelos havaianas amarelos (não sou fã de restart e não sou colorida) em meio a pessoas muito bem vestidas e muito preocupadas com sua imagem.

Enquanto as meninas estavam preocupadas se o garoto da esquerda estava olhando para elas, eu conversava sobre constelações e histórias esquecidas de uma cidade velha.

Nesse momento me senti livre, consegui ver a realidade de fora. Tudo pareceu tão superficial e tão bobo, de verdade! Percebi como as aparências pesam, cansam e são inúteis.

Senti falta da minha infância, e essa liberdade me trouxe uma nostalgia que não sei explicar.

Nostalgia que se prolongou pela manhã, e fui até um dos pontos mais altos, onde fica o cruzeiro que se ascende toda noite e é visível de toda a cidade, o que eu não imaginava era que de lá se via além da cidade.

Se via a liberdade, no silêncio e no vento. Uma paz me invadiu, mesmo em meio ao cansaço da subida percebi que valeu a pena. Assim como na vida, a subida é penosa mas o destino é sublime.

Principalmente com olhares de desaprovação, como ser louco é bom!


"Quem quis, sempre pôde" Luís Vaz de Camões

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Tempo perdido.


Coisas que faziam sentido, não me fazem mais.
Devia ter me dado conta, o tempo perdido nunca volta.
Olho para tudo e penso, como pude me perder em algo como isso?
Não sei dizer, não sei responder.

Só sei pensar, mas pensar não é suficiente.
Que tal fazer? Que tal sentir?
Ou ao menos tentar, se esfoçar e tentar.
Tentar, tentar. A vida se resume a isso, com suas consequências:
Ganhar ou perder. Conseguir ou não.

Fazer sentido...
Quanto mais eu olho, mais as coisas parecem vazias,
mais as pessoas me parecem sem esperança.
Mais reclamamos...
Vale a pena pensar, mas não só pensar que tal partir para a ação?

Tahiane Libório*

" Nenhuma herança é tão rica quanto a honestidade." William Shakespeare

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Invictus

Faz tempo que não dou dica de filmes, mas eu vi um filme esses dias... Que eu não poderia deixar de recomendar. Eu só indico se for bom de verdade, podem confiar em mim. Eu sempre fui muito fã do Mandela, mas depois desse filme passei a admirá-lo ainda mais por sua inteligência e sabedoria. Ele é o cara, o filme é muito emocionante e leva a uma grande reflexão: O que podemos fazer?


Invictus acompanha o período em que Nelson Mandela (Morgan Freeman) sai da prisão em 1990, torna-se presidente em 1994 e os anos subsequentes. Na tentativa de diminuir a segregação racial na África do Sul, o rugby é utilizado para tentar amenizar o fosso entre negros e brancos, fomentado por quase 40 anos. O jogador Francois Pienaar (Matt Damon) é o capitão do time e será o principal parceiro de Mandela na empreitada.

Beijos ~> Tahiane Libório.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Asas


É tempo de abrir as asas, é como se elas tivessem vontade própria.
É tempo de abrir as asas, mas no sentido mais sincero e pleno da expressão.
Abra a sua, a intenção é expandir os horizontes sem medo.
Torne-se forte com as quedas ao aprender a voar, não se esqueça que ninguém pode cortá-las se você não deixar.
Abra sua mente e mantenha seus olhos focados no que acontece enquanto você estiver acima do cenário, afinal, é uma visão privilegiada e que não deve ser desperdiçada.
Aproveite o momento, sinta a brisa.
não desperdice a coisa mais preciosa que podemos ter: O tempo.
Afinal...
" As únicas coisas eternas são as nuvens" (Mário Quintana)

domingo, 18 de julho de 2010

Viva a vida.


Viva sua vida, como se cada dia fosse o último, reconcilie-se, cuide-se, perdoe, seja tolerante.

A vida não é um mar de rosas todo tempo, porém não desista, pois a cada batalha perdida ou vencida você terá aprendido uma lição.

Seja livre, escolha! Mas a cada escolha, comprometa-se, seja responsável.
Dê as coisas a importância que elas merecem realmente, sejam elas grandes ou não.

O futuro? Mistério de cada amanhecer. Viva o agora com respeito, determinação, tolerância, sabedoria e humildade, pois com isso você não será abatida. Nos momentos difíceis use sua força e enfrente os obstáculos de cabeça erguida.

Portanto, procure sua vitória através da verdade, pois quando chegar ao topo terá orgulho ao invés de vergonha e arrependimento.

SEJA FELIZ! E isso não acaba por aqui ...